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NOTÍCIAS DE CAMPO VERDE Segunda-feira, 01 de Fevereiro de 2021, 09:43 - A | A

Segunda-feira, 01 de Fevereiro de 2021, 09h:43 - A | A

COVID-19

Segunda remessa de vacinas contra o Coronavírus chega a Campo Verde

O município recebeu mais 350 doses destinadas a profissionais de saúde

Da Redação

E a segunda leva de vacinas contra a Covid-19, desembarcaram em Campo Verde na última quinta-feira (27) em Rondonópolis e seguiram em sequência para o município, dessa vez um quantitativo um pouco maior de vacinas chegaram à cidade, porém o destino ainda é o mesmo, o grupo prioritário dos profissionais de saúde.

A chefe da Vigilância Epidemiológica de Campo Verde, a enfermeira Patrícia Alcântara nos disse em entrevista que desta vez era esperado cerca de 350 vacinas, mas diferente da primeira remessa, não vieram somente as vacinas CoronaVac, da chinesa Sinovac em parceria com Instituto Butantan, mas também as vacinas desenvolvidas pela Universidade de Oxford, AstraZeneca em parceria com a Fiocruz.

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A diferença entre as duas vacinas é que a CoronaVac utiliza uma das metodologias mais antigas para produzir a vacina, que é o vírus morto. Então, eles cultivam o vírus em laboratório e depois acabam inativando esses vírus. É uma estratégia muito segura. A pessoa que toma essa vacina é impossível que ela desenvolva a doença por conta da vacina, porque o vírus está morto. Por conta da sua grande segurança, ela é uma vacina que pode ser utilizada por até pessoas que têm deficiência no seu sistema imunológico.

Já a vacina de Oxford, utiliza uma plataforma nova, a do vetor viral. Nesse caso, eles utilizam o vírus que infecta macacos, que é o que causa resfriados leves no animal, o adenovírus. Então, eles enfraquecem o vírus. E, dentro desse vírus, eles colocam a informação para que as nossas células produzam a proteína Spike, a espícula do vírus. E o sistema imune reconhece essa proteína como estranha e começa a montar as nossas defesas. É uma estratégia segura. Apesar de nova, já temos vacinas aprovadas com essa metodologia. A primeira vacina foi aprovada em 2019 contra o vírus ebola. Então, ela é uma estratégia segura, mas por ser o vírus vivo, enfraquecido, pessoas com deficiência no seu sistema imunológico não podem receber essa vacina.   

A Principal diferença na aplicação dessas vacinas, segundo nos informou Patrícia é na aplicação da segunda dose, “enquanto a CoronaVac, segundo a recomendação, se aplica a segunda dose com 28 dias, a da AstraZeneca deve receber a segunda dose depois de três meses”. Segundo a enfermeira, a previsão é que a segunda dose chegue em tempo hábil para que os profissionais de saúde completem a imunização.

Essas 350 doses que chegaram devem ser destinadas somente aos profissionais de saúde mais uma vez. Na primeira fase da vacinação os profissionais da linha de frente, que lidam diretamente com os pacientes infectados ou suspeitos de Covid-19, essa segunda leva deve imunizar o restante dos funcionários da Secretaria de Saúde.

 

TRANSPARÊNCIA NA VACINAÇÃO

Segundo a coordenadora da vigilância, todas as pessoas vacinadas por essas primeiras doses, estavam devidamente registradas o que deve acontecer ainda com essa segunda leva de vacinas.

“Nós cumprimos rigorosamente os protocolos do Ministério da Saúde, ninguém que está fora do grupo prioritário, seja por qualquer motivo, ou mesmo cargo que ocupe, não terá privilégios na vacinação. Apesar de não podermos divulgar o nome das pessoas vacinadas que estavam nas listas, nós registramos em nosso sistema, que pode ser auditado a qualquer momento pelos órgãos responsáveis”, finalizou Patrícia.

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