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NOTÍCIAS DE CAMPO VERDE Segunda-feira, 04 de Outubro de 2021, 06:30 - A | A

Segunda-feira, 04 de Outubro de 2021, 06h:30 - A | A

FALTA DE INFRAESTRUTURA

Moradores da Zona Rural de Campo Verde reclamam sobre falta de água constante

Cabe a administração municipal manter o abastecimento em dia

Da Redação

A população da zona rural de Campo Verde, na última semana, demonstrou seu descontentamento quanto a questão do abastecimento de água potável, que tem sido precário nos últimos meses. Pelo menos três assentamentos, sendo eles:  Dom Osório, 14 de Agosto e principalmente o Santo Antônio da Fartura, ficaram sem acesso a água, problema esse que, segundo os moradores, perdura há muitos anos.

Diferente da zona urbana, onde a responsabilidade pelo abastecimento é da concessionária Águas de Campo Verde, nos assentamentos é o município que tem a responsabilidade de manter o abastecimento em dia, mas tem sido difícil manter a regularidade.

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Claudia Matozinho, moradora de Santo Antônio da Fartura, contou a equipe de reportagem, que sua mãe está há mais de um mês sem abastecimento regular de água. “Vem um dia enche a caixa e passa mais de uma semana sem vir água novamente. É muito complicado, nós até ficamos sem energia, mas sem água não dá para ficar”, ressaltou.

Apesar da seca ter castigado os reservatórios, ao contrário do ano passado as nascentes não chegaram a secar, o problema realmente está na questão da infraestrutura precária de captação na zona rural.

A reportagem foi até o Assentamento Santo Antônio da Fartura e comprovou que a captação funciona de maneira muito simples, com uma bomba enviando a água de uma nascente até duas caixas d’agua que depois são levadas por gravidade até a casa dos moradores, inclusive haviam vazamentos nos canos que levam a água no momento em que estivemos lá. 

O problema segundo o morador e vereador Paulo Galvão é que essa situação de abastecimento de água nos assentamentos se prolonga desde sua fundação, com obras inacabadas, que não deram certo, por consequência são realizadas somente medidas paliativas. “Tinha que haver uma obra consistente no local e depois tentar terceirizar esse serviço de abastecimento, para ter alguém que cuide de maneira preventiva, se dedique a essa função, a administração tem feito a sua parte, mas muitas vezes esbarramos em questões burocráticas”, explicou.    

Outra questão levantada é que essa captação foi projetada no início para abastecer cerca de 260 famílias e hoje quase 800 famílias moram no local.

O Santo Antônio da Fartura é considerado um assentamento modelo, nele são produzidas a maioria das verduras que abastecem toda a região, inclusive a capital Cuiabá e apesar de também ter acompanhado o relato dos produtores que tiveram mais de R$ 10 mil em prejuízos durante a estiagem devido a falta de água, esse abastecimento que vem sendo alvo de críticas é somente o doméstico, ou seja, não tem a ver com a questão da produção de hortaliças. 

“Essa reclamação é em referência somente do uso doméstico, sabemos que não tem como dar conta de abastecer a produção rural, pois o consumo é muito elevado, mas o problema é de água potável em casa. O estimado é que cada residência utilizasse cerca de mil litros de água mês, mas existe a questão também do descaso e desperdício, enquanto uns esbanjam outros ficam sem”, pontuou o vereador.

As casas no assentamento não possuem hidrômetro e também não pagam nenhuma taxa de uso, pois o projeto nunca foi finalizado. O desejo da população é que ele seja enfim finalizado, para que exista os hidrômetros e que paguem uma taxa para manutenção correta dos serviços e em troca tenham um abastecimento regular.  

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