25 de Junho de2024


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NOTÍCIAS DE CAMPO VERDE Sexta-feira, 20 de Março de 2020, 07:00 - A | A

Sexta-feira, 20 de Março de 2020, 07h:00 - A | A

COVID-19

Em meia hora estoque de álcool em gel se esgota em Campo Verde

300 unidades foram disponibilizadas para venda. Nova remessa será vendida na próxima semana. Ministério da Saúde recomenda que mãos sejam higienizadas com água e sabão

Jaqueline Hatamoto

A preocupação com o novo coronavírus já tem reflexos nas farmácias, mercados e armarinhos. Em muitas lojas, mercados e farmácias de Campo Verde já há falta de máscaras e de álcool gel e até mesmo álcool liquido já está esgotado na cidade.

 

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A possibilidade de comprar o produto que higieniza as mãos, levou centenas de moradores de Campo Verde a formar uma fila em frente a um estabelecimento comercial que fabrica e comercializa o produto. 300 unidades fabricadas exclusivamente para o período de pandemia se esgotaram em menos de meia hora.

A empresa Tempus Química é autorizada para fabricar álcool gel, e a próxima produção deve estar pronta para a venda na próxima semana.

A falta do produto não afeta apenas Campo Verde, cidades vizinhas como Cuiabá e Primavera do Leste, já registram também a falta e a escassez do produto afeta o Brasil inteiro, o motivo é que os fabricantes do álcool gel estão com dificuldade de receber os itens que fazem parte da fórmula do produto. Além disso, uma das matérias primas vem do exterior e está mais cara. A maior empresa produtora de álcool gel que atua no Brasil já ampliou a produção em mais de 1000%.

A Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) afirmou que o carbopol, matéria-prima utilizada na fabricação do álcool gel, está em falta no mundo inteiro e preocupa as indústrias nacionais com o avanço do coronavírus.

 “O setor tem realizado esforços sucessivos para atender à necessidade de todos, mas existe esta apreensão com o carbopol, responsável por transformar o álcool em gel. É uma matéria-prima que está em falta no mundo todo", explicou o presidente-executivo da Abihpec, João Carlos Basilio. Segundo ele, "empresas de médio e pequeno porte, que são as principais responsáveis pelo fornecimento do produto, estão se readequando diante da crise".

De acordo com a associação, a estimativa de faturamento de vendas ao consumidor do álcool gel em 2020 poderá superar em até 10 vezes o registrado em 2019, saindo de um faturamento de R$100 milhões para R$1 bilhão.

Para facilitar a reposição dos estoques no varejo, a Abihpec sugeriu à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a simplificação do procedimento de regularização da categoria “gel antisséptico”.

 

NA FALTA DO ÁLCOOL GEL COMO HIGIENIZAR AS MÃOS E DEMAIS

OBJETOS?

Para evitar a proliferação do coronavírus, o Ministério da Saúde recomenda medidas básicas de higiene, como lavar bem as mãos (dedos, unhas, punho, palma e dorso) com água e sabão, e, de preferência, utilizar toalhas de papel para secá-las.

O álcool gel é indicado em casos em que não se possa lavar as mãos e também para limpar objetos como telefones, teclados, cadeiras, maçanetas, etc.

Para a limpeza doméstica recomenda-se a utilização dos produtos usuais, dando preferência para o uso da água sanitária (em uma solução de uma parte de água sanitária para 9 partes de água) para desinfetar superfícies.

Utilizar lenço descartável para higiene nasal é outra medida de prevenção importante. Deve-se cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando espirrar ou tossir e jogá-lo no lixo.

Também é necessário evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas.

Para a higienização das louças e roupas, recomenda-se a utilização de detergentes próprios para cada um dos casos. Destacando que é importante separar roupas e roupas de cama de pessoas infectadas pelo coronavírus para que seja feita a higienização à parte.

Caso não haja a possibilidade de fazer a lavagem destas roupas imediatamente, a recomendação é que elas sejam armazenadas em sacos de lixo plástico até que seja possível lavar.

Além disso, as máscaras faciais descartáveis devem ser utilizadas por profissionais da saúde, cuidadores de idosos, mães que estão amamentando e pessoas diagnosticadas com o coronavírus.

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