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NOTÍCIAS DE CAMPO VERDE Segunda-feira, 08 de Junho de 2020, 11:18 - A | A

Segunda-feira, 08 de Junho de 2020, 11h:18 - A | A

SAÚDE

Demanda ainda é pequena para implantação de UTI em Campo Verde

Em Mato Grosso, somente as maiores cidades e os municípios que são polos regionais contam com unidades de terapia intensiva

ASSESSORIA DE IMPRENSA

Devido aos casos de coronavírus que estão aumentando exponencialmente em todo o país, muito tem se falado – especialmente nas redes sociais, sobre a necessidade de leitos de terapia intensiva em municípios com população entre 40 e 60 mil habitantes, como é o caso de Campo Verde, que hoje conta aproximadamente 50 mil moradores.

Porém, UTI´s, por terem custo de implantação e de manutenção elevados, não são encontrados na maioria das cidades brasileiras. Em Mato Grosso, somente as maiores cidades e os municípios que são polos regionais contam com unidades de terapia intensiva, entre eles, Rondonópolis, Primavera do Leste, Cáceres, Lucas do Rio, Verde, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra, Barra do Garças, Cuiabá e Várzea Grande.

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De acordo com a Universidade de Campinas (Unicamp), para se criar um leito de terapia intensiva são necessários em torno de R$ 185 mil. Cada leito, ainda de acordo com a Unicamp, tem custo diário variando entre R$ 2,5 mil e R$ 3 mil.

Conforme destacou Araújo, para ter viabilidade uma Unidade de Terapia Intensava precisa ter no mínimo 10 leitos e a taxa de ocupação diária deve ficar em pelo menos 50% da capacidade. “Sabemos que uma vida não tem preço, mas abaixo desses números se torna inviável a criação de uma Unidade de Terapia Intensiva”, observou o secretário.

Em uma UTI é necessário ter uma equipe multiprofissional especializada formada por cardiologista, nefrologista, pneumologista, fisioterapeuta, nutricionista, médico intensivista, enfermeiros e técnico de enfermagem com dedicação exclusiva, o que aumenta o custo por leito. Em números totais, a implantação de uma UTI com dez leitos custaria R$ 1,85 milhão e teria um custo mensal entre R$ 600 mil e R$ 900 mil.

Para reduzir esses custos, os municípios credenciam seus leitos de UTI na Rede Estadual de Saúde. Com isso, o Governo do Estado e o Governo Federal repassam em torno de R$ 1,7 mil por dia por leito utilizado. Quando esses leitos estão vagos, o custo total fica por conta dos Municípios.

Araújo lembrou que nos casos de leitos credenciados à Rede Pública Estadual, as vagas passam a ser reguladas pela Central de Regulação do Estado. “Isso pode fazer com que pacientes moradores dos municípios onde estão as UTI´s sejam internados em outras cidades, já que quem regula os internamentos é o Estado”, explicou.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, uma Unidade de Terapia Intensiva em Campo Verde ainda é inviável devido à demanda. Segundo ele, o município tem em média 3 casos por dia em que se faz necessário o internamento em UTI. “Especificamente nesse período de pandemia, tivemos desde março a necessidade de internamento em UTI de apenas dois pacientes com COVID-19”, exemplificou Araújo.

Ele destacou porém que, com o crescimento populacional da cidade, a médio ou longo prazo será necessário sim, a criação de uma Unidade de Terapia Intensiva. “Mas, por enquanto, nós temos condições de dar suporte aos pacientes com a estrutura que temos montada no Hospital Municipal Coração de Jesus até que sejam disponibilizadas as vagas de UTI pelo Estado”, afirmou.

Conforme informou Araújo, atualmente Campo Verde conta com 6 leitos para tratamento semi-intesivo, equipados com os mesmos aparelhos de uma Unidade de Terapia Intensiva, como ventiladores mecânicos, monitores cardíacos e desfibriladores. “Para cadastrarmos esses leitos como UTI só precisaríamos montar a equipe médica”, disse.

O secretário lembrou também que a Secretaria Municipal de Saúde conta ainda com uma UTI móvel própria e mantém contrato com uma empresa especializada para o transporte de pacientes em estado grave quando necessário.

 

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