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NOTÍCIAS DE CAMPO VERDE Segunda-feira, 06 de Setembro de 2021, 06:30 - A | A

Segunda-feira, 06 de Setembro de 2021, 06h:30 - A | A

AGRO

Com mais de 80% de algodão colhido, Sindicato Rural prevê quebra de 15% na produtividade em Campo Verde

Se a produtividade não foi à esperada, por outro lado à qualidade do algodão se manteve em alto padrão

Da Redação

Assim como em todo o estado, a colheita de algodão em Campo Verde está se aproximando do fim. O clima quente na última semana permitiu que os trabalhos no campo se estendessem até o período noturno nas lavouras. Segundo levantamento feito pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a colheita do algodão alcançou 77,71% das áreas até a última semana.

Apesar do levantamento feito pelo Imea, o Sindicato Rural (SR) de Campo Verde estima que mais de 80% do algodão já foi colhido.

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Os trabalhos nas lavouras em Mato Grosso avançaram 13,03 pontos percentuais em relação à semana anterior. Mesmo com o ritmo forte, o percentual colhido está atrasado 17,24 pontos percentuais quando comparado ao da safra 19/20 e 7,69 pontos percentuais em relação à média das últimas cinco safras.

Dentre as regiões do Estado, a noroeste se aproxima do final das atividades, alcançando 95,71% das áreas finalizadas.

Porém, no que tange ao rendimento, a produtividade média na semana passada ficou abaixo dos 280@/hectare de algodão em caroço, reflexo do maior volume de áreas mais tardias em razão dos atrasos no plantio. Em Campo Verde a realidade também é a mesma, segundo apurado junto ao SR, deve haver cerca de 15% de perda na produtividade, uma quebra considerável, segundo o presidente Alexandre Pedro Schenkel.

Se a produtividade não foi à esperada, por outro lado à qualidade do algodão se manteve em alto padrão, o que é muito importante para a região. “Campo Verde, especialmente, tem uma grande produção de algodão consolidada, esse ano apesar da baixa na produtividade a qualidade se manteve, isso tem que ser comemorado, pois os mercados compradores vão continuar tendo a certeza de que aqui em nosso estado temos uma das melhores qualidades de algodão do mundo. Levando em consideração todas as dificuldades que tivemos em consequência do plantio tardio e da chuva que não veio, esse é um fator para ser comemorado no fim das contas”.

 

Mercado

Já em relação ao mercado, apesar do recuo do dólar, o preço do algodão constatado pelo IMEA aumentou 2,58% quando comparado à semana passada, cotado em média de R$ 174,57/@. Mas essa alta que é bem-vinda, deve impactar pouco a vida de quem está colhendo neste momento. “Geralmente os produtores de algodão travam seus custos através de contratos com cerca de 18 meses de antecedência, acaba sobrando pouco disponível para vender nos preços atuais”, explicou Schenkel.

O presidente do Sindicato Rural, está confiante na força da pluma no mercado para os próximos meses. “Os preços vêm se recuperando, nos últimos dois anos ficamos bem abaixo da média de preços que eram normalmente praticados, mas com o retorno da indústria percebemos que o mercado já começou a reagir e o nosso produto vai ter bastante procura no futuro, tanto que acredito que boa parte da área de plantio que perdemos nas últimas safras para outras culturas mais vantajosas de momento, como o milho, devem voltar ao plantio de algodão”.

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