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NOTÍCIAS DE CAMPO VERDE Terça-feira, 30 de Novembro de 2021, 06:30 - A | A

Terça-feira, 30 de Novembro de 2021, 06h:30 - A | A

MAIS SEGURANÇA

Campo Verde passa a ter dois delegados

De início, a delegada deve assumir além de outras funções, os casos relacionados à violência doméstica

Da Redação

Campo Verde que há pouco mais de um ano ficou sem nenhum delegado por alguns meses, na última semana recebeu a sua segunda delegada, a primeira mulher da história a ocupar o cargo na cidade.

Quem vai compor o time juntamente com o delegado Romildo Nogueira Fonseca Jr é Cinthia Gomes da Rocha Cupido, que tem 15 anos de experiência como delegada em Mato Grosso, passando por diversas cidades, sempre com trabalhos de destaque.

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A delegada chega para ser a titular da cidade, já que ela possui mais experiência do que Romildo, que também tem realizado um bom trabalho. “Neste ano, por exemplo, até agora cinco homicídios foram registrados na cidade e todos eles foram solucionados, os suspeitos foram presos e estão à disposição da justiça, então neste aspecto temos 100% de efetividade, graças ao bom trabalho e boa equipe de investigadores que temos a disposição”, disse Romildo.

Cinthia tem vasta experiência, em seu último trabalho, era responsável por comandar onze cidades, que compões o Polo Regional de Cáceres.  A autoridade policial, se intitula como justa com as pessoas investigadas e companheira dos servidores. E se define como uma delegada operacional, que procura estar presente em todas as missões, da menor a maior, principalmente em ambientes hostis.

“Não vivo em gabinete. Se dou uma missão aos investigadores no sábado às 23 horas, eu vou junto. É muito fácil determinar uma diligência às 11 horas da noite, e eles deixarem suas famílias em casa e eu ficar de boa, enquanto estão no mato. Quando dou uma missão desconfortável eu vou junto”, assegura Cinthia Cupido

Na repressão à criminalidade, afirma ser justa, aplicando ao investigado a penalidade proporcional ao crime cometido. “Sou uma delegada justa. Não sou linha dura. Caiu na minha mão vai ser penalizado do que jeito que tem que ser. Não me apaixono pelo caso, não persigo ninguém. Prendi o cara, faço o flagrante, faço meu trabalho. Vejo número, não vejo pessoas. Se preciso, prendo 10 vezes. Quando a pessoa não deve, não deve. Mas quando deve, vai pagar na proporção, nem mais, nem menos”, observa.  

 

PERFIL

Natural da cidade de Santos, em São Paulo, filha de dona de casa, pai engenheiro e caçula de dois irmãos (um engenheiro e outro comerciante), Cinthia afirma ter descoberto a vocação policial quando, ainda na faculdade, foi estagiar em uma delegacia de polícia, em Santos. “Ali percebi que tinha vocação para delegada”.

Em Mato Grosso, foi aprovada no concurso da Polícia Civil em 2005 e ingressou na instituição em 30 de março de 2007. Após mais de cinco meses de academia, foi lotada na Delegacia de Apiacás. Sem nenhum conhecido na cidade, chorou durante quatro dias, mas logo superou as dificuldades do início da carreira e seguiu adiante, permanecendo no município por nove meses.

Em 2008, foi comandar a Delegacia de Sapezal onde ficou por um longo período. Ela considera Campo Verde uma cidade parecida com Sapezal devido as suas vocações do agronegócio, e pondera que este foi um dos motivos para ter aceitado o desafio.

No começo de 2015, quando seu marido foi transferido para o Grupo Especial de Fronteira (Gefron), em Porto Esperidião, ela também foi trabalhar em Cáceres e lá atuou na antiga Delegacia Municipal e na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, até que foi nomeada, em dezembro do mesmo ano, como delegada regional de Cáceres, mantendo a filosofia de integração com todas as instituições de segurança. Na fronteira, além da administração da Delegacia Regional cuidou também da Delegacia de Fronteira (Defron), inaugurada em 31 de janeiro de 2017.

A característica peculiar da delegada Cinthia Gomes da Rocha Cupido é a bota, que usa todos os dias para trabalhar. Mais que estilo, a bota também está associada à sua personalidade forte, da mulher que comanda a região, onde o efetivo, não somente o da Polícia Civil, como de toda a Segurança Pública, é constituído mais de homens.

Devido ao calçado, pouco comum para quem mora num estado de altas temperaturas, ficou conhecida como a “delegada de bota”. Mas ela assegura que tem uma explicação e afirma usar somente quanto está trabalhando. “Quando saí de Santos e fui conhecer Apiacás cheguei de sapato alto e calça social, toda ‘patricinha’.  Um investigador olhou para mim e perguntou: Doutora a senhora vai assim? Quando voltei de Apiacás minha calça estava toda suja de barro, meu pé cheio de poeira. Tinha uma investigadora que já usava bota e entrou junto comigo. Então passei também a usar bota, mas não era essas de cano alto para fora. Depois fui para Sapezal e lá voltei a usar sandálias, mas eu ia muito para rua e tinha lama. Um dia fui entrar em uma casa e tive que entrar descalça. A partir daí não tirei mais a bota, por causa do trabalho”, finaliza.

A delegada ainda finalizou a entrevista dizendo que escolheu Campo Verde, devido as boas recomendações tanto do delgado Fernando Vasco, que comandou por bastante tempo a delegacia, quanto da atual secretária de Apoio a Segurança Pública, Viviane Bernardino, que também é escrivã de polícia e trabalhou com Cinthia em Sapezal.

No início a delegada deve assumir além de outras funções, os casos relacionados à violência doméstica, já que são mais de 50% dos crimes registrados pelos boletins no município.  

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