25 de Julho de2024


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NOTÍCIAS DE CAMPO VERDE Sexta-feira, 07 de Fevereiro de 2020, 10:24 - A | A

Sexta-feira, 07 de Fevereiro de 2020, 10h:24 - A | A

CIDADE

Vigilância Ambiental em alerta vermelho: focos de mosquito estão espalhados pela cidade

Devido ao grande número de focos, a vigilância fala sobre risco de epidemia.

Paulo Pietro
Campo Verde

Mais uma vez a população de Campo Verde tem que ficar em alerta sobre os cuidados com a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, transmissor de diversas doenças, entre elas a Dengue, Zica vírus e Chicungunha.

 

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O clima favorável e a falta de cuidados , está fazendo com que a população corra riscos de uma epidemia das doenças, segundo o que informou a nossa reportagem o diretor da Vigilância Ambiental Kaio Cesar Neves de Oliveira.

 

Ele explicou que “os agentes de combates de endemias, estão encontrando diversos focos de criadouros do mosquito, a maioria em lixos domésticos em residências, pessoal não está cuidando, são garrafas pet, vasilhas de plástico, lonas, pneus entre outros, os principais locais que são encontrados as larvas do mosquito. Nós pedimos também que a população tampe as fossas sépticas, pois estão sendo um prato cheio para os mosquitos botarem seus ovinhos, pedimos mais do que nunca a colaboração da população. Realizamos o Lira (Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti) e estamos com alto risco de uma epidemia de Dengue em nosso município.”

 

As ações são continuas, mas devido ao alerta vermelho eles intensificaram a campanha nas ruas, e desta vez os números demonstram o descuido em todas as regiões da cidade, não somente em bairros isolados, como dos últimos anos. “Estamos indo de casa em casa, realizando a fiscalização e orientação aos responsáveis, também estamos realizando mutirões de limpeza, com o auxilio da Secretaria de Obras e cada vez recolhemos mais entulhos,” disse Kaio.

 

Além dos mutirões de limpeza, a prefeitura coloca a disposição da população também o Ecoponto, para descartar esses objetos, entulhos que ficam acumulando água, mas a população tem que se policiar, um exercício diário de observação, para evitar esse acumulo, já que o clima nesta época do ano, com chuvas e calor, propicia a proliferação do mosquito transmissor.

 

Quanto às notificações e até mesmo multas, já estão sendo aplicadas pelos agentes, quando eles emitem a notificação para os responsáveis, tem o prazo de cinco dias para eliminar o foco, depois disso podem ser emitidas multas que variam entre R$ 100,00 e R$ 1000,00 dependendo da gravidade e reincidência.

 

Até agora, 23 casos suspeitos de Dengue foram encaminhados janeiro, enquanto em fevereiro 5 casos suspeitos foram notificados por enquanto.       

 

Relaxamento da população sempre leva a novas epidemias

 

Como não tiveram tantos casos da doença em Campo Verde nos últimos dois anos, a população infelizmente costuma relaxar, mas a volta de uma epidemia é sempre um risco.

 

Pesquisamos em vários sites, e sempre a constatação de um relaxamento da população precede uma nova onda de casos da doença, que também segue um ciclo.

 

A ação mais simples para prevenção da dengue é evitar o nascimento do mosquito, já que não existem vacinas ou medicamentos que combatam a contaminação. Para isso, é preciso eliminar os lugares que eles escolhem para a reprodução.

 

A regra básica é não deixar a água parada em qualquer tipo de recipiente. Como a proliferação do mosquito da dengue é rápida, além das iniciativas governamentais, é importantíssimo que a população também colabore para interromper o ciclo de transmissão e contaminação. Para se ter uma ideia, em 30 a 35 dias de vida, um único mosquito pode contaminar até 300 pessoas. Com a chegada das chuvas de verão, típicas em boa parte do Brasil, é importante começar a prevenção o quanto antes.

 

Então, a dica é manter recipientes, como caixas d’água, barris, tambores, tanques e cisternas, devidamente fechados. E não deixar água parada em locais como: vidros, potes, pratos e vasos de plantas ou flores, garrafas, latas, pneus, panelas, calhas de telhados, bandejas, bacias, drenos de escoamento, canaletas, blocos de cimento, urnas de cemitério, folhas de plantas, tocos e bambus, buracos de árvores, além de outros locais em que a água da chuva é coletada ou armazenada.

 

É bom lembrar que o ovo do mosquito da dengue pode sobreviver até 450 dias, mesmo se o local onde foi depositado o ovo estiver seco. Caso a área receba água novamente, o ovo ficará ativo e pode atingir a fase adulta em um espaço de tempo entre 2 e 3 dias. Por isso é importante eliminar água e lavar os recipientes com água e sabão.

 

O vírus da dengue pode se apresentar de quatro formas diferentes, que vai desde a forma inaparente, em que não há sintomas, até quadros de hemorragia, que podem levar o doente ao choque e ao óbito.      

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